Há pouco tempo acreditava-se que o tecido adiposo era um tecido inerte do corpo que tinha basicamente a função de armazenar energia. Estudos recentes, porém, mostram que se trata de um complexo reservatório energético regulado por nervos, hormônios, nutrientes, e mecanismos autócrinos e parácrinos. Além disso, sabe-se que o tecido adiposo é considerado um importante órgão endócrino com funções reguladoras no balanço energético e outras funções neuroendócrinas, incluindo produção e secreção de muitos peptídeos e proteínas bio ativas.
Cada adipócito produz uma pequena quantidade dessas substâncias, porém, como o tecido adiposo é o maior órgão do corpo, o total produzido acaba tendo grande repercussão nas funções corporais. (PRADO et al, 2009)
As principais substâncias originadas dessas células são os já conhecidos ácidos graxos, o colesterol, retinol, hormônios estereoidais, e alguns mediadores químicos envolvidos em processos inflamatórios.
Adipocina é a proteína secretada pelo Tecido Adiposo Branco (TAB) e outros tecidos, podendo ser ou não uma citocina (proteína de baixo peso molecular com diversas funções metabólicas e endócrinas que participam da inflamação e resposta do sistema imune, além de serem sensores do balanço energético) que influencia não só a função adipocitária, mas, como é liberada em níveis séricos, afeta muitas vias metabólicas.
Quando o adipócito ou outra célula produtora de adipocina é estimulada, são desencadeados inúmeros sinais de transdução da cascata inflamatória que induzem a expressão e secreção de diversas proteínas de fase aguda e mediadores da inflamação. A inflamação é uma resposta do sistema imune a um agente agressor através do recrutamento de leucócitos desencadeado pela circulação sanguínea de citocinas.
Estudos recentes demonstram que indivíduos obesos apresentam grandes quantidades de adipocinas inflamatórias em seu sangue, o que indica que obesidade é uma inflamação crônica.
Existem algumas possibilidades de explicação para a origem dos marcadores inflamatórios na obesidade, uma delas é que essa inflamação sistêmica não se deve unicamente ao Tecido Adiposo , mas também a outros tecidos inflamatórios importantes como o fígado, que liberta proteínas de fase aguda como a proteína C reativa (PCR) que é segregada em resposta à libertação de IL-6 pelo próprio Tecido Adiposo. Outra explicação está no fato de o Tecido adiposo ser pouco vascularizado, mais ainda em obesos, o que leva a uma hipóxia dos adipócitos que se afastam dos vasos sanguíneos, podendo até mesmo necrosar, estimulando a liberação de citocinas, quimiocinas e fatores angiongênicos (VEGF) de forma a aumentar o fluxo sanguíneo. E a última hipótese é a de que os próprio adipócitos são uma fonte imediata desses marcadores.
As adipocinas e seus marcadores inflamatórios têm atuação em diversas patologias, como a Resistência à Insulina, e outras complicações cardiovasculares, respiratórias e doenças inflamatórioas auto-imunes.
As principais Adipocinas associadas a Doenças crônicas são LEPTINA, RESISTINA, VISFATINA, ADIPONECTINA, PROTEÍNA ESTIMULADORA DE ACILAÇÃO (ASP), FATOR DE NECROSE TUMORAL (TNF- α), INTERLEUCINA 6 (IL-6), INIBIDOR DO ATIVADOR DE PLAMINOGÊNIO-1 (PAI-1), ANGIOTENSINOGÊNIO.
Fonte:
Leia mais sobre o papel das Adipocinas
www.luzimarteixeira.com.br
terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Direito a Greve
Liminar concedida pelo juiz Marcel Rotoli de Macedo, da 1.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, proíbe a greve dos policiais civis do Paraná, que estava marcada para começar na madrugada de hoje. O Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) e o Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) foram notificados da decisão e intimados a cumpri-la ontem à tarde.
A proibição poderá levar a outra situação: segundo os sindicalistas, já que a greve foi proibida com base no que diz a lei, os policiais passarão a fazer somente o que a legislação determina. “Já que é para cumprir a lei, os policiais vão fazer exatamente o que a lei manda: vamos acabar com essa usurpação de função, em que policial faz guarda de presos e escrivão faz todo o trabalho de delegado”, afirmou o secretário-geral do Sinclapol, Eyrimar Bortot. “Vamos trabalhar dentro do que determina o Estatuto da Polícia Civil e as leis vigentes regulamentadoras da profissão.”
Mesmo com liminar, Guarda promete parar
A Justiça estadual também proibiu a greve da Guarda Municipal de Curitiba, marcada para segunda-feira. Em seu despacho, o juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3.ª Vara da Fazenda Pública, argumenta que o serviço é essencial e determina a manutenção integral das atividades de todos os trabalhadores. Mesmo sujeito a uma multa diária de R$ 10 mil, o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) já anunciou que vai manter a paralisação. O juiz também autorizou o desconto dos dias parados.
“Protocolamos ofício nas quatro varas da Fazenda Pública informando que estaríamos mantendo 30% do efetivo e avisamos a prefeitura com 72 horas de antecedência, portanto nosso entendimento é que estamos agindo dentro da legalidade”, lembra a secretária de comunicação do Sismuc, Alessandra Cláudia de Oliveira. “Nosso departamento jurídico tentará reverter a decisão durante o fim de semana.”
Segundo Alessandra, o sindicato tenta negociar com a prefeitura desde novembro. “Mais uma vez a prefeitura desrespeita o direito do trabalhador e ainda retira dinheiro do trabalhador [referindo-se à multa determinada pela Justiça]”, lamenta.
Hoje, às 9 horas, os servidores se concentrarão no estacionamento da prefeitura, de onde sairão em carreata pelo centro da capital. Na segunda-feira, os grevistas se concentrarão na Praça Tiradentes a partir das 7 horas.
Os trabalhadores reivindicam um salário-base de R$ 1,3 mil, sobre o qual incidiria a gratificação de 50% por atividade de risco. A prefeitura, por sua vez, oferece uma remuneração total de R$ 1,3 mil a partir de abril do ano que vem. Os trabalhadores acusam a prefeitura de intransigência. As duas partes se dizem abertas ao diálogo. (AS)
Pinhais tem superlotação
Caso descumpram a ordem judicial que impediu o início da greve, os sindicatos serão punidos com multa de R$ 2 mil por dia. Os policiais que deixaram de trabalhar por justificativa de greve sofrerão desconto no salário e punição administrativa por parte do governo.
Na quinta-feira, ao ingressar com ação judicial pedindo a declaração da ilegalidade da greve, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) alegou que a paralisação colocaria a população em risco e que o Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizou o entendimento de que a greve em serviços essenciais é proibida.
A PGE argumentou ainda que tal proibição estaria prevista na Constituição. No entanto, o texto constitucional não traz essa proibição expressa. Segundo o artigo 9.º, parágrafo 1.º, esse assunto ficará disposto em lei. E a lei ordinária que trata do direito de greve (Lei 7.783), por sua vez, apenas define as atividades essenciais e determina que esses serviços sejam mantidos durante a greve.
Manifestações
Eyrimar Bortot disse ontem que o departamento jurídico da entidade está trabalhando para tentar derrubar a liminar. “Cassaram a greve, mas não cassaram as manifestações”, avisou. De acordo com o sindicalista, os protestos estão mantidos. Hoje, das 10 horas às 10h30, na Boca Maldita, estará montado o Portal da Insegurança. Será instalada uma catraca de ônibus onde as pessoas poderão passar para deixar registrado seu descontentamento com a atual política de segurança pública no estado.
Os dirigentes do sindicato continuarão percorrendo o estado, levando material às delegacias. “Toda delegacia terá uma faixa, e a população ficará consciente dos problemas da Polícia Civil”, disse Bortot. Para o secretário-geral do Sinclapol, a atitude do governo de recorrer à Justiça para reprimir os trabalhadores em vez de buscar a via do diálogo é “desastrosa”. “Frustra as expectativas do grande contingente de policiais que estão na Escola de Polícia, que já tem altos índices de evasão”, advertiu. Segundo Bortot, no último concurso a taxa de desistência ficou próxima de 60%.
Fonte: Gazeta do Povo
Edição de 28/02/2010
A proibição poderá levar a outra situação: segundo os sindicalistas, já que a greve foi proibida com base no que diz a lei, os policiais passarão a fazer somente o que a legislação determina. “Já que é para cumprir a lei, os policiais vão fazer exatamente o que a lei manda: vamos acabar com essa usurpação de função, em que policial faz guarda de presos e escrivão faz todo o trabalho de delegado”, afirmou o secretário-geral do Sinclapol, Eyrimar Bortot. “Vamos trabalhar dentro do que determina o Estatuto da Polícia Civil e as leis vigentes regulamentadoras da profissão.”
Mesmo com liminar, Guarda promete parar
A Justiça estadual também proibiu a greve da Guarda Municipal de Curitiba, marcada para segunda-feira. Em seu despacho, o juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3.ª Vara da Fazenda Pública, argumenta que o serviço é essencial e determina a manutenção integral das atividades de todos os trabalhadores. Mesmo sujeito a uma multa diária de R$ 10 mil, o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) já anunciou que vai manter a paralisação. O juiz também autorizou o desconto dos dias parados.
“Protocolamos ofício nas quatro varas da Fazenda Pública informando que estaríamos mantendo 30% do efetivo e avisamos a prefeitura com 72 horas de antecedência, portanto nosso entendimento é que estamos agindo dentro da legalidade”, lembra a secretária de comunicação do Sismuc, Alessandra Cláudia de Oliveira. “Nosso departamento jurídico tentará reverter a decisão durante o fim de semana.”
Segundo Alessandra, o sindicato tenta negociar com a prefeitura desde novembro. “Mais uma vez a prefeitura desrespeita o direito do trabalhador e ainda retira dinheiro do trabalhador [referindo-se à multa determinada pela Justiça]”, lamenta.
Hoje, às 9 horas, os servidores se concentrarão no estacionamento da prefeitura, de onde sairão em carreata pelo centro da capital. Na segunda-feira, os grevistas se concentrarão na Praça Tiradentes a partir das 7 horas.
Os trabalhadores reivindicam um salário-base de R$ 1,3 mil, sobre o qual incidiria a gratificação de 50% por atividade de risco. A prefeitura, por sua vez, oferece uma remuneração total de R$ 1,3 mil a partir de abril do ano que vem. Os trabalhadores acusam a prefeitura de intransigência. As duas partes se dizem abertas ao diálogo. (AS)
Pinhais tem superlotação
Caso descumpram a ordem judicial que impediu o início da greve, os sindicatos serão punidos com multa de R$ 2 mil por dia. Os policiais que deixaram de trabalhar por justificativa de greve sofrerão desconto no salário e punição administrativa por parte do governo.
Na quinta-feira, ao ingressar com ação judicial pedindo a declaração da ilegalidade da greve, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) alegou que a paralisação colocaria a população em risco e que o Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizou o entendimento de que a greve em serviços essenciais é proibida.
A PGE argumentou ainda que tal proibição estaria prevista na Constituição. No entanto, o texto constitucional não traz essa proibição expressa. Segundo o artigo 9.º, parágrafo 1.º, esse assunto ficará disposto em lei. E a lei ordinária que trata do direito de greve (Lei 7.783), por sua vez, apenas define as atividades essenciais e determina que esses serviços sejam mantidos durante a greve.
Manifestações
Eyrimar Bortot disse ontem que o departamento jurídico da entidade está trabalhando para tentar derrubar a liminar. “Cassaram a greve, mas não cassaram as manifestações”, avisou. De acordo com o sindicalista, os protestos estão mantidos. Hoje, das 10 horas às 10h30, na Boca Maldita, estará montado o Portal da Insegurança. Será instalada uma catraca de ônibus onde as pessoas poderão passar para deixar registrado seu descontentamento com a atual política de segurança pública no estado.
Os dirigentes do sindicato continuarão percorrendo o estado, levando material às delegacias. “Toda delegacia terá uma faixa, e a população ficará consciente dos problemas da Polícia Civil”, disse Bortot. Para o secretário-geral do Sinclapol, a atitude do governo de recorrer à Justiça para reprimir os trabalhadores em vez de buscar a via do diálogo é “desastrosa”. “Frustra as expectativas do grande contingente de policiais que estão na Escola de Polícia, que já tem altos índices de evasão”, advertiu. Segundo Bortot, no último concurso a taxa de desistência ficou próxima de 60%.
Fonte: Gazeta do Povo
Edição de 28/02/2010
Testes - Abuso de Autoridade
Testes sobre legislação especial referente a Lei 7.898/64 - IV - Abuso de Autoridade.
Segue o link:
Testes Abuso de Autoridade
Vale apena conferir!
Segue o link:
Testes Abuso de Autoridade
Vale apena conferir!
Assinar:
Postagens (Atom)
